Quando estiver triste e
for preciso chorar, chorar, e não apenas lave o rosto com água, nem finja, se
permita chorar com toda sua verdade, chore tudo que precisa chorar, sem ter
vergonha de você.
Depois, lave sua alma
com as águas do amor próprio, não espere o amor alheio, ele não vem, procure-o,
vá ao encontro dele, especialmente o amor que te ajuda sempre e levantar a
crescer na dor.
Se preferir saia do seu
campo de atuação, vá ao cinema, pare em uma praça, observe as pessoas em sua volta,
os pássaros, ia das coisas engraçadas, não julgue, hoje seja só você mesmo(a)
não o juiz, só assim veras que a vida
não para, ela se renova e enquanto alguns choram outros riem, e assim, uma
continuidade de fatos isso é nada mais que
o processo natural das coisas, não uma condenação ou castigo imposto por
contra sua pessoa.
Saia da normalidade,
tire a roupa do orgulho próprio, vire criança outra vez, observe seu corpo,
mais muito mais sua alma, cante, grite, fale o que falar, não tome um porre, de um porre na
vida, e amanha suspire fundo e saia de casa com todas as sua feridas quase
curadas.
Autor: Jorge Avelino
Barbosa
