domingo, 28 de maio de 2017

O SISTEMA



Na atual sociedade onde a tecnologia domina,  prevalece um sistema blindado, criado para administrar uma sociedade doente, vazia e sem base emocional, um sistema formado por gestores doentes,  para consumidores dependentes de  drogas   psico ativas, a exemplo dos psicotrópicos. 


Seres humanos robóticos dependentes do smartphone  vivendo em função do ter,  embora morrendo na mais pura miséria psicoemocional já mais vista na história da raça humana. 


Para alguns a pobreza é tão extrema que a única coisa que podem ter, é dinheiro. 

O inimigo agora é outro!

Homens mecanizados, que por mais que socialmente falando tenha uma família e posição social nunca conseguem viver a importância da vida família,  não conseguem acompanhar seus filhos em seus desafios afetivos, troca o amor por presentes caros. 

Filhos que por falta de uma família terão que apreender a viver de atalhos, pais que pagam todas os compromissos sem saber o sentido real de cada um, ou a necessidade de tê-los no orçamento,   homens pobres e miseráveis no campo das ideias,  criando uma geração descartável. 

Trocando o calor humano, despedem - se dá existência antes mesmo da morte física, destruindo as raízes de sustentação, trocam o prazer de existir por sensações temporárias trazidas por presentes  caros  que só os distância da necessária  vida familiar e social.  

Não entendem que não é de aparelhos modernos que eles precisam,  querem apenas atenção, precisam encontrar no homem a figura de um pai, o maestro meramente humano.


 Desviam-se das questões mais humana s e simples, como liderar um lar, dopando os filhos com tecnologias  ao é vez de um tablet ou smartphone a família quer se sentir parte do projeto, comemorar datas importantes sentir  o calor de um abraço de um pai, a falta disso resta lacunas que só se alargam, esquecem a família e dedica-se trabalho, alimentando- se da febre do ouro. 


Homem programado a  fazer multiplicar o que em suas mãos lhes foi confiado, vivendo por uma imagem projetada como homem de negócios bem sucedido, algo que pode ser o único simbolismo de uma aparente vida. 


 O moderno executivo, é também o mais frágil dos homens no campo das emoções, essa é na verdade, a fórmula mais luxuosa de miséria humana em toda sua trajetória de vida. 


Homens com extrema facilidade de operar as maquinas e manipular as planilhas mais complexas, mais que não possuem nenhuma habilidade em lidar com a mais simples das emoções humanas, manipulados pelo sistema que o aprisionam no campo das suas ideias, eles vivem para angariar negócios lucrativos, usam todo potencial de barganha e negociação para gerar recursos traduzidos em cifras, até que percebem estarem caindo no mais profundo calabouço das dores psíquica. 


Homens que estão morrendo sem nunca terem conhecido a vida real, sem  compreender  as emoções por mais simples que sejam, desistem do tudo para viverem o supérfluo  perdem momentos tão sagrados, como a emoção do primeiro dentinho que caiu do filho (a), perdem a primeira apresentação do  teatro da escola, onde pagam para educar seus filhos, com a mesma facilidade  que pagar para não existirem no círculo das emoções.  

Seres capazes de superar qualquer desafio, mais que morrem de medo de um encontro com o personagem mais importante da história, que são eles mesmos. 


Deveriamos ser o foco da nossa própria existência, no entanto colocamos na necessidade  de ganhar dinheiro o único combustível emocional que motiva a existir. 


Significados

(Psicoemocional:  Que diz respeito a aspetos psicológicos associados às emoções e aos afetos
Psicossocial: Que envolve conjuntamente aspectos psicológicos e sociais.




Por Jorge A Barbosa 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

EU LUTO PARA EXISTIR

Eu vivo pela fé e pela teimosia de continuar existindo.

Luto comigo mesmo desde que nasci, e a maior vitória será vencer minhas próprias maledicências, superar meus próprios fracassos,ignorar minhas próprias dores.  

Jorge Barbosa


segunda-feira, 15 de maio de 2017

OS RESPONSÁVEIS

O Universo humano tem se tornado  tão tenso e  mal que acaba tendo reflexos em todos os seguimentos da sociedade atual, por exemplo; no cinema, se investe muito mais em filmes de violência e terror do que comédias.  

Na religião fala-se mais no diabo do que em Deus, não é diferente com as famílias, fala-se muito mais no que está faltando do que no que se tem. 

 Gastamos muito mais com cosméticos para maquiar o rosto do que com a cura definitiva das mazelas da alma, e desta forma é que chego a conclusão que; seremos nos homens totalmente responsáveis pelo apocalipse deste século que se aproxima cada vez mais causando o eclipse total da consciência humana.  


Por, Jorge Barbosa 


sábado, 13 de maio de 2017

OS PAIS



(Os pais) tiveram todo tempo olhando pra nós, com seu cuidado nos preservando de perigos.

Um dia,  eles  serão convidados a seguir, um convite que não poderão recusar, seguirão  pela longa e solitária jornada da existência.

Aí, percebemos que pela primeira vez, viramos o rosto em direção a eles, e tentamos taca-los, porém eles serão obrigados a seguir  adiante, e nós seremos obrigados a voltar, e pior, voltar sem eles, recuar com a única coisa que nos restará, a eterna saudade.

Jorge Avelino Barbosa

sexta-feira, 5 de maio de 2017

A MISÉRIA GERADO VIDAS

A sorte de alguns é a necessidade de outros.

Qualquer que precise explorar o menos favorecido usufruindo da mão de obra barata,  se aproveita do fator necessidade alheia,  afinal,  quem estar com fome tem um único objetivo, comentar-se, gerando em muitos casos a submissão. 

Foi desta forma que boa parte dos migrantes nordestinos se tornaram escravizados nas empresas terceirizadas nas grandes metrópoles,  a exemplo de São Paulo, em alguns casos verdadeiras cenzelas modernas. 

Com fome e sem alternativas de sobrevivência se prestam a trabalhar mais, recebendo o mínimo possível, o cenário fica assim, quem pode pagar e diz quanto quer pagar, e quem tem fome aceita a condição de continuar existindo, por fim, não existe violência mais brutal do que a fome, e não existe dignidade maior que o trabalho.


Por Jorge Avelino Barbosa

VIDAS VAZIAS

MEU EU EM RABISCOS