segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Porque nos tormamos tão diferentes


Unitermos: Pai. Relações Pai-Filho. Relações Familiares. Família











Por;Jorge A. Barbosa 

Esse artigo tem como objetivo entender as relações no interior da família e a instituição casamento frente à perspectiva da mudança de século, que envolve a percepção das transformações ocorrentes na sociedade pós-moderna, sejam elas de caráter econômico, social ou psicológico.

A onde erramos?  Onde falhamos, porque nos perdermos tanto de vista, esta é a pergunta que caberia a todo pai e mãe do século XXI, filhos (a) tão diferentes do que fomos, filhos (a) tão egocêntricos, meticulosos, pobres de caráter e acima de tudo, tão frágeis de personalidade  que não conseguem nem mesmo responder pelos seus erros, vivem descartando a importância dos pais, anulando-se do circulo familiar, trocando por amizades de toda natureza, a mais comum,  amizades virtuais do mundo cibernético organizado,  mais na hora do vamos ver, são os primeiros a correr para o aprisco seguro da família, é dizer meu pai resolve.

Um conceito central na teoria winnicottiana é o de holding ou cuidado materno. Nele o autor enfatiza a importância da mãe (e da família) como modelos de transição para a entrada do indivíduo num círculo social imediato e ir caminhando para círculos cada vez mais amplos, como a política, a religião e a própria sociedade.

Assim nos vem a falsa sensação de ao vez de estarmos sendo amados como pai que somos, na verdade nos sentimos usados para que por nossos esforços venhamos a promover o bem estar da prole que por nos veio ao mundo, mais em nenhum momento serão nossos, crescem e desenvolvem-se para seus próprios interesses, anulam-se da satisfação familiar, e criam seus próprios universos mesmo que desta forma estejam gerando um universo de frustrações tornando-se no futuro bem próximo, colecionadores de derrotas.

Vivemos numa sociedade onde tudo se processa num ritmo rápido e alucinante, com ênfase no visual e sonoro, e onde o hábitat silencioso é um fato do passado. A cultura do descartável, impulsionada pela máxima do consumismo, passa a ser um modelo que também influenciará os relacionamentos.

Seria por isso que os filhos perderam a ideia e conceito de filhos, e pais perderam-se tanto na tarefa de ser pai? O que nos falta, ou o que falta a esta sociedade para que possa elaborar planos de sobrevivência mais robustos e concretos capazes de preservar a existência dos bons costumes, criando gente, ao vez de cascas vazias iguais temos visto.
Que formula milagrosa existiria capaz de renovar a vida que morre, de ressuscitar sonhos ou de trazer de volta uma geração sadia fundamentada no amor, na importância da vida familiar, onde todos os indivíduos de núcleo vencem suas lutas e desafios juntos?

Poderíamos dar algumas respostas da aquilo que acho, mais o importante não é meu diagnostico sobre o assunto, nem minha opinião sobre tal, importante é que sejamos levados ao dialogo e acima de tudo a reflexão, vendo ate que ponto já fomos afetados por este mal, ou se não, que modelo de conceito trabalhamos no meio familiar que tem sido forte suficiente para preservarmos o nosso maior patrimônio.

Ao longo da história, a família ocupou diferentes funções na sociedade. Desde os primórdios, tendo como função básica a manutenção da riqueza e da propriedade, passando pela interferência dos dogmas religiosos, como a indissolubilidade do casamento, no cristianismo, até a inclusão da perspectiva amorosa com a escolha dos parceiros, a família vem sendo um refúgio para um mundo sem coração nas sociedades capitalistas.

Mais hoje, no que se tornou a família, o fardo, ou a benção? Qual a importância dela, ou deste contexto, devemos entender que, se não conseguimos apontar a importância individual de cada componente do grupo (A família) não saberíamos também apontar com exatidão valor do todo.

O homem se torna frágil perante uma sociedade competitiva e estressante, na qual vai se lhe tornando cada vez mais difícil desempenhar o papel de provedor da família, e não somente pela disputa da mulher no espaço externo ao lar, mais acima de tudo por ser deletado de sua devida importância neste século pós-moderno.

Faltaria amor, Disciplina? Ora, mais não seria correto, a meu ver se ter respeito ou o fato de se ter amor por alguém, vem de forma gratuita,  jamais funcionaria vindo pela imposição, o amor é natural, não existe como forçar a alguém a amar, da mesma forma o respeito, jamais existiria pela força do braço, estes sentimentos crescem no coração humano  quando se é reconhecido a importância do ser amado.

Esta matéria não é conclusiva, ela é uma reflexão, logo que alguém ler, será arremetido para suas lembranças, e acima de tudo a um questionamento sobre os danos já causado a família e de que forma existira uma reação a fim de recuperar-se em meio a todo este efeito devastador que vem matando a família e sua historia na sociedade considerada pós-moderna.


Finalizando esta crônica trago-me a mente a dissertação deste gênio da literatura Brasileira (Mário Quintana)
  


Por acaso, surpreendo-me no espelho: que é esse Que me olha e é tão mais velho do que eu? Porém, teu rosto... é cada vez menos estranho... Meu Deus, meu Deus... Parece Meu velho pai – que já morreu! Como pude ficarmos assim? Nosso olhar – duro – interroga: “O que fizeste de mim ?” Eu, pai? Tu é que me invadiste, Lentamente, ruga a ruga... Que importa!? Eu sou ainda Aquele mesmo menino teimoso de sempre E teus planos enfim lá se foram por terra. Mas sei que vi, um dia – a longa, a inútil guerra! Vi sorrir, nestes cansados olhos, um orgulho triste... (Mário Quintana)

VIDAS VAZIAS

MEU EU EM RABISCOS