A sorte de alguns é a necessidade de outros.
Qualquer que precise explorar o menos favorecido usufruindo da mão de obra barata, se aproveita do fator necessidade alheia, afinal, quem estar com fome tem um único objetivo, comentar-se, gerando em muitos casos a submissão.
Foi desta forma que boa parte dos migrantes nordestinos se tornaram escravizados nas empresas terceirizadas nas grandes metrópoles, a exemplo de São Paulo, em alguns casos verdadeiras cenzelas modernas.
Com fome e sem alternativas de sobrevivência se prestam a trabalhar mais, recebendo o mínimo possível, o cenário fica assim, quem pode pagar e diz quanto quer pagar, e quem tem fome aceita a condição de continuar existindo, por fim, não existe violência mais brutal do que a fome, e não existe dignidade maior que o trabalho.
Por Jorge Avelino Barbosa