No ano de 2016, viajei da cidade de são Paulo para a cidade de Campina Grande no Estado da Paraíba, cidade ate então desconhecida para mim, por ser cidade do estado no qual honrosamente faço parte, (sou Paraibano) costumo dizer que sou mais nordestino do que brasileiro, tenho orgulho do meu povo, deste gente e sangue que corre em minhas veias,
Orgulho de ser parte de uma gente destemida, guerreira que enfrenta todos os seus
limites, de cabeça erguida, quando falta a chuva na terra comprometendo sua colheita e mantando sua cria, quer
seja limites social, quando não existe condições dignas de vida, motivada pela escassez
de emprego, mesmo assim, é um povo alegre, cheio de fé e esperanças em dias
melhores.
Aprendi a amar campina
Grande, seu calor, seu cheiro, seu sotaque próprio, aprendi e ver seu céu que
sempre foi o mais bonito, mais azul mais estrelado, ele me trazia paz, mesmo em
meio às atentas faltas, tentei me estabelecer na cidade, mais não superei a
falta de emprego, foi vencido pela necessidade urgente de manter meus
compromissos familiar.
Sai da aquela cidade que se
tornou parte de mim, com o coração partido, com a alma machucada, com uma
tristeza que veio cravada na minha alma, me sentido pela primeira vez na vida,
vencido, dilacerado por dentro, dor que não cicatriza, mais forçadamente
apreendo a ignorar parece que sangro por dentro, assim vivo com ela, uma ucera de saudade.
Dados,
O nordestinos que vieram de diversas regiões do nordeste e tornou-se
totalmente responsáveis por alavancar a economia especialmente no estado
de São Paulo, fornecendo sua mão de obra, e sua coragem de superar desafios,
atualmente Migrantes do Norte e
Nordeste são 30% dos adultos da Grande SP apesar da
alta de sua força e dedicação esta concentração trás dados tristes como; está é população que deixou o Norte e Nordeste ainda é a que possui o menor nível
educacional e que recebe os menores salários.
PNAD
2009/IBGE (Elaboração IPEA)
A pesquisa também constatou uma presença desigual dos grupos de
migrantes nas diferentes classes sociais. A probabilidade de um nordestino ou
nortista frequentar a classe mais alta gira em torno de 5%, enquanto, entre os
paulistas, 26%%, mesmo assim meu povo da lições diária de como driblar a crise,
seja ela em que estado for com decência, força e fé.
Estou de volta a são Paulo já a quase um ano, mais existe uma lacuna no
meu peito que não consigo medir seu tamanho, existe uma dor e uma saudade quase
que mortal, sobrevivo porque preciso sobreviver, mais nada me supre a dor da
saudade que campina Grande me deixou, ficaram grandes amigos pessoas que apreendi a
amar ao longo do tempo, que mercaram minha estadia naquelas terras, pessoas que
carrego comigo no coração na alma, as
vezes acesso as paginas na Internet de Campina Grande-PB, ver aquelas ruas, lembrar que nelas já passei,
só me resta em meio a tantas dores, agradecer a Deus e ao povo campinense, por
ter me permitido fazer parte dela por um ano que se tornou uma eternidade inesquecível para mim.
Eu só queria estar exatamente aqui,nesta terra que aprendi a amar, viver
sobre o sol dela, sobreviver dignamente, andar nas suas ruas, ainda me pergunto a Deus,
porque senhor não me permitistes estar aqui, viver aqui como qualquer nordestino, será que sou indigno de estar nestas
terras, porque sofri tantas situações que me venceram me fazendo recuar?
Por Jorge Barbosa
